Neste mês de março minha viagem para Buenos Aires completou dois anos. Foram 07 dias incríveis onde pude explorar a capital portenha de um jeitinho meu.
Na minha segunda viagem solo para países da América do Sul, posso adiantar que foi uma viagem bem desafiadora por conta de diversos contratempos. Mas o resultado final foi uma viagem incrível e cheia de descobertas.
Por que escolhi Buenos Aires?
Bom, eu sigo com o objetivo de conhecer os países da América do Sul e Buenos Aires já estava na minha top 5 da lista. Sabe quando você já possui aquele local no roteiro faz um bom tempo? Quando deu a oportunidade de ir não pensei duas vezes.
A viagem solo acabou mais uma vez ocorrendo ao acaso, por conta de incompatibilidade de agenda com algumas amigas. Mas eu como não
Buenos Aires: roteiro dia a dia
Detalhei abaixo um passo a passo dos passeios que escolhi para fazer nessa primeira viagem. Tem muuuita coisa que ficou de fora (seria uma viagem parte 2 rs), mas já deu para ter uma boa base da capital portenha.
Dia 1: Bairro San Telmo
Domingo ensolarado, dia de oficialmente começar a explorar Buenos Aires. A primeira missão foi explorar o bairro San Telmo. Pude desfrutar duas horas de um passeio turístico carregado de muita história em curiosidades. Para quem curte saber mais sobre o local que está visitando, vale contratar pacotes de passeio em grupo com direito a guia turístico.
O bairro San Telmo carrega muitas peculiaridades e muitas histórias. Você consegue encontrar grandes igrejas com San Ygnacio de Loyola e Basílica Nuestra Señora del Rosario.
O Paseo de La Historieta é uma diversão à parte durante o passeio por San Telmo.


Este circuito pelas ruas da região de San Telmo, busca homenagear grandes personagens dos quadrinhos argentinos, como Mafalda, Clemente e cada um carrega uma história ou teve um significado durante algum período histórico no país.


Você também não pode deixar de visitar a feira de San Telmo. Aberta aos domingos praticamente tudo o que você quer, encontra lá: artesanato local, bijouterias, calçados, roupas, etc. Se a ideia é explorar a Feira com calma, chegue cedo. Depois do meio dia, o local fica lotado.
E sim consegui fazer todo esse percurso em cinco horas de passeio pela região.
Mas à noite eu estava animadíssima com a minha aula de tango. Foi uma experiência ímpar onde mergulhei na cultura local de uma forma bem intensa e única.
Logo após a aula, os alunos de tango foram a uma das mais lendárias casas noturnas de Buenos Aires: o Salón Marabu.
Diferente dos shows de tango que comumente os turistas reservam para apreciar, o Marabu reúne porteños para dançar e também apreciar os shows de uma forma intimista. Vale muito a pena se você curte uma boa dança.
Dia 02: Passeio pelo Centro
Como eu estava localizada no Bairro Retiro, próximo a icônica Avenida 9 de julho, ficou bem fácil explorar os pontos turísticos na região.
Estava a poucos mais de 500 metros do Teatro Colón e falar dele dispensa apresentações. Com uma imponência sem igual, o teatro é um dos grandes pontos turísticos da cidade com uma arquitetura impecável. O Teatro também conta com visita guiada paga com duração de 50 minutos, o que é um prato cheio para turistas que buscam saber mais da sua história. Atualmente o preço para a visita é de $ 30 mil pesos (aproximadamente R$ 113,00).
Se você está no Teatro Colón e está disposto a andar pela região pode ainda conhecer outros pontos turísticos como:
Plaza La Valle- praticamente atrás do Teatro Colón
Obelisco- cerca de 500 metros do Teatro Colón, um dos maiores símbolos da capital Argentina
Avenida Corrientes: coração cultura da cidade, marcado por inúmeros teatros com apresentações de tango, livrarias, pizzarias e esculturas.
Dia 3: Passeio de Barco + Jardim Japonês
A atração principal do dia começou com um passeio de barco pelo Rio da Prata e posso afirmar o quão foi encantador.
A Marina fica localizada em Puerto Madero. Você pode pegar uber ir de ônibus. Foi o primeiro dia que eu tentei andar de ônibus em Buenos Aires e a experiência foi super positiva. Até um ponto que vale ressaltar: o transporte público na capital funciona muito bem.
Das vezes que precisei me deslocar os motoristas foram super atenciosos e solícitos a explicar o ponto que você precisa descer. (Dica bônus: você precisa do cartão SUBE para andar de ônibus e pode acompanhar as rotas pelo aplicativo Moovit)
Se você não tem medo de rio, é um prato cheio para desopilar a mente em meio aquela imensidão de água.
Saindo da Marina, fui direto conhecer o Jardim Japonês. Inaugurado em 17 de maio de 1967, o Jardim Japonês de Buenos Aires foi projetado e construído pela comunidade japonesa como forma de homenagear a visita dos então príncipes herdeiros do Japão, Michiko e Akihito, à Argentina — a primeira vez que um membro da família imperial japonesa visitava o país.

E para quem curte cultura oriental melhor cenário impossível. Tem muitos locais instagramáveis para fazer boas fotos, passear e descansar.
E se você está perto do Jardim Japonês, vale aproveitar e esticar o passeio até a Plaza Alemania (e você pode fazer o percurso à pé). O local é muito bem arborizado e agradável proporcionando um espaço tranquilo para relaxar em meio a uma das principais avenidas, a Avenida del Libertador. O ambiente é familiar: há pais com crianças, pessoas sozinhas lendo e casais tomando mate, então se quer descansar um pouco e tirar novas fotos vale super a pena.
A entrada é totalmente gratuita. A volta pra casa foi de transporte público, onde consegui chegar tranquilamente.
Todo esse roteiro eu levei em torno de seis horas, desde o momento que peguei o ônibus para ir a Puerto Madero até o momento de voltar para casa.
Mas ao chegar em casa, o descanso era inevitável pois à noite fiz mais um passeio pra conta. Um tour de bike pelos principais pontos turísticos de Buenos Aires e posso dizer que foi insano. Foram quase duas horas, com a sensação de liberdade em visitar pontos icônicos como Puerto Madero, Casa Rosada, Teatro Colon, tudo sobre duas rodas.
Leia também: Passeios em Buenos Aires: 3 opções incríveis para sair do tradicional
Dia 4: Rota alternativa
Quarto dia despencou uma chuva sem fim…Foi o dia inteiro chovendo e o clima acabou esfriando um pouco. Resultado: hora de reprogramar a rota e pensar em programas alternativos (e de preferência, cobertos rs).
Ainda assim no período da tarde, consegui uma combinação bem interessante de quatro pontos turísticos: Paseo Alcorta, Malba, Livraria Ateneo e Museu do Holocausto para fechar o dia. Falo mais desse dia chuvoso no contéudo abaixo:
Buenos Aires: quatro passeios para fazer em dia de chuva
E essa foi uma rota programada bem em cima da hora, mas não muito distante uma da outra, o que ajudou um monte a otimizar meu tempo durante a tarde.
Paseo Alcorta e Malba por exemplo ficam praticamente um ao lado do outro, (em média quatro minutos a pé). A Livraria El Ateneo e o Museu do Holocausto ficavam praticamente a 650 metros uma da outra e como a chuva tinha dado uma trégua foi tranquilo para ir à pé.

Se por um acaso um dos dias você se deparar com um tempo chuvoso é legal verificar pontos próximos que você pode se deslocar mais facilmente. Afinal, vale lembrar que você está em uma capital e sim, o trânsito em dia de chuva precisa ter uma dose extra de paciência.
Dia 05: Bairro da Recoleta
Após um dia intenso de chuva, a temperatura despencou a 14 graus, mas com um dia de sol foi ótimo para fazer muitos passeios à pé. Aliás, ô dia que eu bati perna naquela cidade!
Comecei explorando a famosa Galerias Pacífico, que para quem está hospedado entre o centro e bairro Retiro pode percorrer tranquilamente.
A Galerias Pacífico é um lugar que vale super conhecer. Reunindo grandes marcas e uma arquitetura de fazer inveja é o ambiente ideal para quem gosta de boas compras, apreciar um café ou fazer belas fotos dentro e fora do ambiente.
Após a parada na Galerias Pacífico, era hora de pegar transporte para visitar o Cemitério da Recoleta, uma das atrações mais emblemáticas de Buenos Aires.
Construída em 1822, é no Cemitério da Recoleta encontram-se grandes personalidades da história argentina, como Eva Peron. Inclusive o túmulo dela é um dos mais disputados a serem vistos, porém particularmente não achei tão fácil de achar.
Se tem uma expressão que eu acho que traduz bem o cemitério da Recoleta e eu encontrei em uma outra publicação é: “cidade de mortos dentro de uma cidade”. Cada mausoléu carrega uma história, com famílias inteiras representadas por vezes em esculturas e que atravessam gerações. Não tem como não ir para Buenos Aires e não fazer esse passeio.
Aliás, o Cemitério da Recoleta é uma das infinitas possibilidades para você explorar no bairro da Recoleta. Saindo do cemitério, você pode ir à pé em outros locais próximos, como:

- Shopping Recoleta Mall (Paseo de La Recoleta), onde você encontra várias opções para almoço, happy hour e lanches.
- Igreja Nossa Senhora do Pilar.
- Centro Cultural
- Faculdade de Direito
- Floralis Generica
Se você ainda tem disposição para andar mais uns 20 minutos a pé, você ainda consegue chegar no supermercado Carrefour, localizado no Alcorta Mall para comprar itens como Alfajor e vinhos. E pelo preço mais em conta vale a pena, vale bem a pena, viu?

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Dia 06- La Boca + Caminito


A viagem vai chegando ao fim, mas no último dia, fiz questão de pegar o transporte para conhecer o bairro La Boca.
Esse passeio especificamente eu preferi fazer com a Civitatis. O ônibus me deixou bem próximo ao Caminito, e dessa vez um grupo grande participou do passeio que durou em torno de duas horas.
O tour era todo em espanhol e o guia fez questão de apresentar em detalhes toda a história que fez parte daquela região. O Caminito, uma fila enorme para um registro, então assim como ocorreu para tirar foto com a Mafalda tenha muuita paciência.
A região conta com uma arquitetura linda e muita cor. As paredes dos locais sempre muito colorida (e instagramáveis, onde boas fotos não irão faltar).
Durante o percurso também é preciso estar atento com os artistas de rua. Geralmente eles tiram uma foto com você dançando tango, mas querem cobrar por isso ( quiseram me cobrar $ 50 reais), então todo cuidado é pouco nessa hora de muito movimento.
Todas as ruas da região de La Boca, são cercadas de turistas até o momento da chegada no estádio da Bombonera. Não entrei para fazer uma visita dentro do estádio, mas sinceramente não precisou. A energia contagiante dos torcedores apaixonados era sentida em toda a região, com inúmeras lojas onde você pode comprar souvenirs e também tirar fotos nos monumentos (algumas lojas cobram para tirar fotos).
No city tour, o estádio La Bombonera foi o último ponto e a partir daquele trecho você pode refazer todo o trajeto ou voltar naquela loja de souvenir para comprar uma lembrança que falta.
Buenos Aires: segurança para mulheres
Eu achei a capital muito segura para caminhar sozinha. Fiz longos passeios durante o dia e os lugares em que eu passei não teve qualquer momento que tenha me sentido ameaçada.
Inclusive quando precisava utilizar o ônibus e pedir informação, todos sempre foram muito solícitos principalmente na região central, onde eu me encontrava. Então é um passeio sem erro.
E você? Já fez uma trip para Buenos Aires?
